Sexta-feira, 18.06.10
"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
in Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
José Saramago (1922-2010)
Sexta-feira, 11.06.10
Um dia falei contigo e tu disseste-me que eras tu. Não sei ao certo quanto tempo passou desde aquele dia, apenas recordo com muita suadade a forma como nos encontrámos.
Sabes quem sou? Eu não sei quem tu és. Não te vejo em parte alguma. Sinto-te em toda a parte. Se um dia me descobrires vou contar-te o segredo que guardo. Vou explicar-te tudo.
Dança comigo esta noite... vem ter comigo e susurra-me ao ouvido...
Amanhã quando acordares, fica. Não vás. Não vás sem deixar recado. Não me deixes sozinha neste lugar branco e frio.
Porque é que não me ouviste? Porque é que foste?
Adeus.
Quarta-feira, 02.06.10
palavras que nos tocam e nos emocionam
letras que podiamos ter sido nós a escrever
um bater de asas que nos chama
por tudo isto não esqueço
porque é que o dia não chega...
O mundo gira à nossa volta com uma força capaz de nos destronar. A velocidade do tempo é a velocidade a que tudo passa por nós. Um dia vivi sem saber que o tempo passava e que a minha vida corria velozmente em busca de momentos futuros. Hoje olho para trás com saudade, mas não deixo por isso de sentir a necessidade de mudar. Preciso que o mundo me conduza para longe, para a velocidade e para o desconhecido. Tenho medo, medo do que escolho e do que penso ser a minha decisão. Não sinto segurança em mim mesma, nas minhas escolhas e nas minhas vontades. Para onde vou? Para qualquer parte incerta.
Águardo que alguma coisa me chame... mas ainda não ouvi esse chamar e o tempo continua a passar e o mundo a girar à minha volta!
Sábado, 13.03.10
conta-me o que aconteceu! porque é que estavas tão triste? os teus olhos não brilhavam. não te concentravas. tentavas desenhar e não conseguias. afastavas os olhos do papel e nada observavas. estavas pensativo, num estado interior e frágil, a pensar em algo que te teixou triste. nem música querias ouvir. conta-me o que se passa! eu li o teu olhar, mas não quero ler o teu sentir. porque é que os teus olhos estavam apagados? queres que me aproxime?
"vem ter comigo terça-feira, às cinco horas!"
Quarta-feira, 10.03.10
Aquele foi o primeiro dia em que entrei em ti. Tu ainda nem sabias que um dia nos iamos amar. Mas tu já tinhas entrado em mim e eu já fazia parte dos teus pensamentos.
Estávamos sentados um atrás do outro. Inquietos e nervosos ao escrever o máximo e o melhor que tinhamos para dar áquele teste. Foi nesse momento de agitação cerebral que percebi que tu interferias comigo. Eu era capaz de te sentir!
Sentia-te escrever, sentia-te sofrer, sentia quando afastavas os olhos do papel e olhavas o infinito e sentia quando era a mim que olhavas. Estavas atrás de mim mas bastava-me fechar os olhos para te ter à minha frente.
Nesse dia apercebi-me que algo de transcendente se passava entre nós! Foi nesse mesmo dia que me surpreendeste com as tuas palavas. Conheci-te pela primeira vez segundo a perspectiva de poeta. O que escreves-te era harmonioso e desiquilibrado. Tal como tu ,que por primares pela harmonia, caías sempre no desiquilíbrio entre as ideias e a sua concretização. Proporcionaste-me uma fantástica surpresa. Uma surpresa que eras tu próprio, ali exposto sem muralhas ou defesas. Adorei ler o que escreveste. És narrrativo, as tuas palavras contam histórias, falam de seres, narras o teu sentir e viver. Narras um fime, e aquele, era o filme do teu sentir, era o teu filme. Tu não sabes mas eu li-te sem nunca te ter contado o que li.
Não perdia nenhuma oportunidade de te olhar e em cada olhar que lançava, procurava resposta às minhas inquietações.
No dia seguinte, estive à tua frente toda a aula. De frente para ti, com os meus olhos e os teus em completa sintonia horizontal. Sabes a verdade, olhei para ti por duas vezes e arrepiei-me. Não voltei a olhar. Desviei o olhar. Sentia-te a observares-me. Sentia que me estavas a olhar. Mas fugia com os meus olhos. Tive medo que os meus olhos espelhassem o que minha alma sente. Quis esconder de ti a verdade. A verdade é que interferias comigo. Nunca tinha estado tanto tempo sozinha contigo em olhares sem nunca ter parado para te olhar em segredo. A verdade é que te amava. A verdade é que te amo.
Somos transcendentes, sabes disso não sabes? Eu sinto-te em mim!
Quando bateste à minha porta, e me olhaste com aqueles olhos de profunda paixão e me falaste com aquele coração a transbordar amor, senti emoções que nunca fui capaz de explicar. Naquele momento, e por mais que já nos tivessemos olhado, cruzamos o olhar directamente. Eu olhei-te, tu olhaste-me, sentimos o mesmo, o nosso coração bateu ao mesmo ritmo, impusionamo-nos na mesma direcção, pensámos o mesmo e beijámo-nos os dois com a mesma vontade e ansiedade de nos querermos para sempre da mesma forma como nos queriamos naquele momento.
Ainda eras capaz de voar comigo por amor? AMO-TE.
Segunda-feira, 08.03.10
Quando percebemos o tamanho da nossa paixão sentimos que precisávamos de fugir dali. Queriamos ir para qualquer lugar onde fossemos só nós. Eu queria fugir contigo. Tu querias sentir a nossa paixão e filmá-la. Queriamo-nos um ao outro com uma força louca. A mesma força que durante aquela viagem transformou a nossa paixão no amor mais fundamental e apaixonado do mundo.
Viajámos. Fomos só eu e tu durante duas semanas. Duas longas semanas em que viajámos de carro por terra mas sempre com o mar em vista. Como foi bom estar ali sozinha contigo. A vida era nossa. A vida foi nossa e o Mundo também. Construímos o nosso amor entre o pôr-do-sol e o amanhecer. Naquele carro contámos os nossos sonhos e segredos. Aqueles dias foram o êxtase da nossa paixão. Percorremos toda a zona costeira de Portugal. Sempre a ver o mar. O mar que se tornou o nosso cúmplice e a testemunha do nosso amor. Lembro-me que quando chegámos a Sagres ficámos dentro do carro, naquela falésia, a contemplar o mar. Nesse momento percebemos como era fantástico dividirmos o silêncio e os nossos momentos de maior introspecção. Estávamos ali para ter tempo um para o outro. Tempo eterno. Mas nunca deixámos de ter tempo para cada um e o tempo que é de cada um. Não passámos a ser um só. Transformámo-nos, sim, em duas pessoas melhores e maiores. Com um maior coração e com muito mais amor para dar, sentir e viver.
Naquele momento em que eu estava sentada cá fora junto à areia e te senti mais próximo, fiquei à espera de ouvir a tua voz, sentir-te e ter que falar contigo, quer quisesse ou não, colocando fim áquele momento de contemplação que acontecia entre mim e o mar. Mas não. Tu chegaste e o silêncio ainda foi maior. Era o meu e o teu silêncio. Se eu falasse tu falavas, mas caso contrário tu não me roubarias aquele momento. Sentiamos um respeito absurdo pelo tempo, pela vida e pelo espaço um do outro. Vi-te muitas vezes distante durante aquelas semanas. Distante mas presente. Estavas ali, ao meu lado, feliz, apaixonado e com muita vontade. Porém a tua alma obriga-te a ir em busca da distância. Precisas de transpor tudo o que vives, a cada dia, para outra dimensão. Pegas em cada imagem que te fascinou e reflectes sobre a mesma. Uma reflexão tão rica que acaba por se tornar numa série de imagens sucessivas capazes de me mostrar o teu olhar, traduzindo-se num filme genial. Eras mais que meu. Eras teu e eras de tudo o que te fazia pensar e olhar.
Tirámos fotografias. As mais belas que temos os dois. Aquele ar de inocência da pura felicidade. Os teus óculos ray ban, aquele casaco do Ben Harper e o cigarro na mão. Os meus calções de ganga, aquele meu ar ora parisiensse ora nova-iorquino e claro os mesmos óculos ray ban, iguais aos que tu usavas a tempo inteiro, mas que eram só meus porque tinham vindo da feira da ladra, autênticos e muito vintage. Adoro aquelas fotos. Mas o filme que a nossa vida deu durante essas duas semanas deixa-me de rastos. Ainda não percebi se ver-te me faz bem ou mal. Fomos tão felizes. Eramos loucos e apixonados. O que me magoa é saber o quanto tu ainda me amas e a dimensão do amor que ainda sinto por ti. Se voltasses a entrar por esta porta, o teu cheiro mataria-me de tanto amor, amor que sinto por ti e tu por mim. Morrias comigo de amor.
Domingo, 07.03.10
Como é bom amar. Sentia-me especial. Diferente de qualquer pessoa, mais especial que qualquer flor e mais amada do que qualquer amor-perfeito. No dia em que entraste ao abrir-te a porta senti o teu coração, o teu olhar e o teu cheiro. Soube desde logo que tu serias o meu grande amor. Falaste comigo como se eu fosse tão importante na tua vida como qualquer música que tocas ou sentes e tão fundamental como qualquer imagem gravada nos teus olhos. É isso, naquele dia gravaste a minha imagem no teu olhar para todo o sempre. Aquele mesmo olhar que te influencia enquanto pessoa e te motiva e inspira para cada produto do teus olhos e dos teus sentimentos, cada produto do teu ser e do que és para ti próprio, um ser inconstante e insatifeisto por natureza. Senti que passei a ser fundamental para ti. Tu vives de impulsos e de paixões. Vivemos os dois de estímulos e de inspirações. Naquele dia tornamos-nos o estímulo um do outro, a inspiração que cada um precisa para viver. Eu era a tua paixão. E assim, num caminho de culto e veneração, fui-me tornando no teu amor. A música e a imagem eram tudo o que te dava vida. Alimentavam-te. Impulsionavam-te. Eram os elementos por quem nutrias a maior paixão deste mundo. Mas naquele momento eu passei a partilhar com eles a mesma posição na tua vida. E tu, foste sentindo como o amor entre nós crescia. Mas nunca pensei ou aspirei, nem por breves momentos, ultrapassar, um dia, cada uma delas. Sempre soube que não era uma questão de amares mais ou menos, mas a música o que os teus olhos captam são para ti fundamentais tal como o oxigénio. São indipensáveis à tua vida. São a tua vida. Eu sou indispensável ao teu sentir, à tua felicidade e à tua pessoa- à tua alma. Sem mim não perderias a vida. Deixarias de ter alma e de ser uma pessoa de sentimentos e paixões. Mas a música e a imagem nunca te vão deixar enquanto respirares. E eu desconheço até quando estarei a teu lado e se a vida será tão eterna para um como para outro, tal como o nosso amor o é .
Tudo em mim ganhava sentido quando estavas ao meu lado. Assumi a pessoa que era e descobri o que é que realmente chamava por mim. Apaixonei-me por mim mesma quando descobri que te amava como nunca havia sabido ser possível amar alguém. Quando estavamos um com outro viviamos em constante reflexão do nosso amor, da nossa paixão e da vida. Olhavamos para o mundo com um olhar constantemente pertinente e questionador. A nossa vida era sentida filosóficamente e apaixonadamente. Não tinha medo de falar. Tu impulsionavas todas as palavras mais bonitas que guardava em mim mesma. Eramos dois seres priveligiados por olhar o mundo com muita força e paixão. Passeávamos, beijavamo-nos e rolávamos na areia mas iamos mais além. Liamos, escreviamos, desenhavamos, conversávamos sobre tudo o que nos despertava os sentidos e alimentávamos do que de melhor e mais profundo tinha cada um de nós. Aprendiamos um com o outro e aprendiamos os dois com o mundo. Eramos abertos a tudo o que o mundo nos dava. Sugávamos tudo o que havia à nossa volta. Eramos o estímulo um do outro para estarmos abertos aos estímulos que a vida tinha para nós. Eramos pessoas felizes. Alcançámos e ultrapassámos aquilo a que Fernando Pessoa chamava a dor de pensar. Eramos felizes tendo a consciência da nossa felicidade porque após realizarmos a felicidade que nos tinha envolvido, colocávamo-nos novamente à disposição da vida, e a vida tratava de nos mostrar a felicidade e tu fazias-me novamente feliz.. Tu amavas-me e fizeste-me amar-te ainda mais por saber o quanto tu me amavas.
Quantas foram as viagens de sonho que partilhamos, as fotografias que tiramos a nós próprios e as juras e promessas de amor eterno que fizemos... Foi tudo verdade e ainda continua a ser. Em mim, continuas a ser o que eras. Relembro cada momento e sinto uma dor imensa por o sonho que juntos sonhamos nunca se ter realizado. Penso muitas vezes em tudo o que aconteceu e dou comigo a mergulhar no desespero que é rumar contra a força do destino ou da vida. Sim, tu sabes que eu nunca acreditei no destino. Nunca acreditei que nos estivesse destinada a qualidade de meras marionetas que se movem ao sabor de uma orientação já predestinada e estudada. Tu mostraste-me como é possivél viver filmando e realizando a nossa própria vida. Mas aquilo que nos juntava era tão forte e o nosso amor era tão intenso que nenhuma força seria capaz de o quebrar, a não ser o destino. Que contradição, sempre me ouviste questionar e negar a sua existência e agora dás comigo a comprovar a sua presença nas nossas vidas. Desculpa. Tornei-me uma pessoa incostante. Crente e descrente em simultâneo.
A verdade é que nunca ultrapassei nada do que aconteceu. Escondo-me dentro desta nossa casa. Prefiro fingir que sou decoradora a tempo inteiro. Todos os dias mudo os móveis de lugar, troco as almofadas do quarto com as da sala e inverto a disposição das divisões. Contudo, nada mudou. Desde que tu entraste cá em casa nada mais mudou. nada mais entrou ou saiu. Os móveis são os mesmos, as molduras são as mesmas e as fotografias mantêm-se bem como os talheres, os copos ou até mesmo a marca do leite e da manteiga que compro todos os dias no mini-mercado. Aquele mini-mercado que descobrimos os dois, mesmo atrás da rua do largo da igreja.
Passámos tantas vezes por aquele largo. Tinhas uma aversão à palavra igreja. A verdade é que sempre foste um bocadinho do contra. Porque é que todos lhe chamavam o largo da igreja? Achavas que era falta de criatividade e uma norma instítuida. Para ti era o largo das buganvilias. Mas eu nunca consegui desligar-me da igreja. Já alguma vez te contei que aquela tornou-se a minha flor preferida?! Olho para aquela cor e vêm-me à memória todos os nossos sentimentos. De um momento para o outro transformo-me numa das personagens principais de um filme que remonta ao nosso passado. Claramente um conjunto de imagens capatadas pelos teus olhos. Consigo destinguir tudo o que a tua câmera capturou e tudo o que não lhe pertence. No fundo conheço os teus olhos como mais ninguém os conheçe. Têm um brilho especial e guardam segredos só teus. Nunca me contas-te as terras para onde eras levado quando te escondias atrás da música, fixavas o olhar no horizonte e viajavas, viajavas e viajavas. Mas eu sei que o teu corpo passava a pisar solo inconstante, transcendente e rico em sentimentos. Conheço partes dessas terras. Já percebeste porquê? Era nessas tuas viagens que enriquecias o olhar de referências, que depois transformavas e às quais davas vida com os teus olhos e a tua câmera. Escondias os segredos do que havias sentido no olhar que expressavas. Eu descobri-o e desvendei-o.
Sou capaz de perceber o teu olhar e o encontrá-lo em cada imagem que produziste. Foi por isso que um dia percebi que já não eras dono e senhor dos segredos dessas viagens ocultas. Quando desvendei o teu olhar desvendei também as referências e os sentimentos que lá guardavas e que eram oriundos de muitas dessas tuas viagens. Qualquer pessoa seria capaz de conhecer tudo o que sentias e vivias nesses momentos de melancolia, inspiração, angústia e viagem. Só era preciso uma coisa. Coisa essa que ninguém sabia encontrar. Só eu sei onde se esconde e o que é. Bastava captar a musicalidade dos teu olhos. Mas sabes porque é que só eu sei encontrá-la? Porque nunca ninguém te amou como eu te amo. E tu, nunca amas-te ninguém como me amas a mim.
Sábado, 06.03.10
Quanto tempo passou? Ainda te lembras de como eramos loucos e apaixonados... sem medos e sem angústias. eramos o que já haviamos sido e passámos a ser o que juntos fomos construindo. No dia em que bateste à porta achei que entrarias para sempre na minha vida. A verdade é que entraste. Nada, por mais forte que seja, terá a capacidade de te roubar de mim. Nem ela. Aquela palavra de existência. O que julgamos ser. A vida.
Eras tal e qual o que és hoje. Nada mudou. O cheiro que entrou nesta casa contigo aqui continua. Guardado em tecidos, papeis, livros e cada peça em que colocaste a tua pele. Esse cheiro que entrou por esta porta. Um cheiro intenso, tal como tu. O teu cheiro era a tua aura, a tua capa protectora e aquilo que me deixava zonza e perdida. Eu era capaz de fugir aos teus olhos, de desvalorizar a tua voz inesquecível, de reagir sem reacção ao teu toque e desvalorizar a tua presença. Mas o teu cheiro desarmava-me. Com o teu cheiro eu não conseguia esquecer nada do que sentia e do queria. Os meus olhos deliravam e fechavam-se com a subtileza do aroma que trazias. Eras sempre o mesmo cheiro. Era o teu cheiro. Era aquilo que fazia com que nada fosse digno de ser incoberto. Impulsionasva-me. Despertavas-me. Ancoravas-me no baú dos confins do teu mar. Foi nesse momento que percebi que por mais dificíl que fosse ter coragem, a coragem que me pedias em silêncio, as cores da verdade mostravam o que sinto e chamavam mais forte. Nascia o arco-íris, eramos nós que nasciamos. Mostra-me o teu sorriso. Eu sei, eu conheço-o. Aquele estado interior de pensamento profundo que te rouba as gargalhadas e te leva para outras terras. Como quando te sentavas e a tua cabeça viajava, fugia de ti. Ouvias música e mais música. Os teus olhos captavam cada carro que passava, cada pessoa que se movia e cada estado de alma que te surprendia o olhar. Eras uma película de fime. Os teus olhos cinematográficos fascinavam-se com cada momento que reproduziam. E eu fascinava-me contigo. Eras tu que me fazias ser cada vez mais apaixonada por ti. Sim, eu apixonei-me por ti. Apaixonei-me muito antes de teres batido à minha porta e teres entrado na minha vida pela porta da frente.